Fanny Rodrigues desabafa sobre a vida de imigrante: “Nunca somos de lá nem nunca somos de cá”

Ex-concorrente do ‘Secret Story’ falou com Fátima Lopes sobre a experiência de ter crescido na Suíça e revelou como a emigração continua a marcar a sua identidade
Fanny Rodrigues esteve à conversa com Fátima Lopes no programa ‘Casa Feliz’, da SIC, numa conversa intimista em que recordou vários momentos da sua vida e refletiu sobre a experiência de viver entre dois países.
A antiga concorrente do ‘Secret Story’ nasceu e viveu na Suíça durante 19 anos, mas mantém uma forte ligação a Portugal. Questionada sobre a sensação de pertencer simultaneamente a duas culturas, Fanny admitiu que essa é uma realidade difícil de explicar.
“Ser imigrante é sempre um pau de dois bicos, porque nunca somos de lá nem nunca somos de cá. Às vezes aqui é o ‘vai para a tua terra’, lá é o ‘vai para a tua terra’”, desabafou.
“É como se não tivéssemos uma morada fixa”
Fanny Rodrigues explicou que esta experiência pode provocar um sentimento de desenraizamento e de não pertença.
“Todos os imigrantes acabam por ter esta sensação de que não pertencem a lado nenhum. É como se não tivéssemos uma morada fixa”, afirmou.
Apesar de ter passado grande parte da infância e juventude na Suíça, a apresentadora garantiu que sempre sentiu Portugal como a sua verdadeira casa.
“A verdade também é que a nossa morada é o coração e o coração é que manda sempre. A minha morada sempre foi em Portugal, portanto, apesar de ter nascido e vivido 19 anos na Suíça, a minha casa é sempre aqui”, explicou.
Fanny Rodrigues: “Um imigrante nunca deixa de ser imigrante”
Durante a conversa, Fátima Lopes quis saber se, depois de tantos anos a viver em Portugal, esse sentimento de estar entre dois mundos tinha desaparecido.
Fanny foi clara ao considerar que a experiência de emigrar deixa uma marca permanente na identidade de quem a vive.
“Um imigrante nunca deixa de ser imigrante”, afirmou.
A ex-apresentadora do ‘Somos Portugal’ destacou ainda que a experiência de emigrar pode mudar a forma como uma pessoa olha para o seu país de origem e para os laços familiares.
“Até a importância que damos ao nosso país, a certas coisas, às pessoas, é totalmente diferente”, explicou.
Para Fanny, a ligação à família acaba também por ganhar uma dimensão especial: “O imigrante acaba por dar, se calhar, mais valor à família do que algumas pessoas”.
O testemunho deixou assim uma reflexão sobre identidade, pertença e sobre a forma como crescer longe do país de origem pode acompanhar uma pessoa mesmo depois de regressar.







