Chocante notícia – Renato Seabra pode ter nova oportunidade em tribunal: advogado prepara reviravolta no caso

A defesa do ex-modelo está a preparar uma nova moção com provas e testemunhos que poderá alterar o futuro de Renato Seabra
Quinze anos depois do crime que chocou Portugal, o caso de Renato Seabra pode conhecer uma nova fase. O ex-modelo foi condenado em 2012 pela morte de Carlos Castro, ocorrida a 7 de janeiro de 2011, e encontra-se atualmente a cumprir pena nos Estados Unidos. A primeira audiência para avaliar uma eventual liberdade condicional está prevista para setembro de 2035, mas a defesa está a preparar uma estratégia que poderá antecipar mudanças no processo.
Scott B. Tulman, advogado de Renato Seabra desde 2014 e antigo procurador especializado em homicídios, está a trabalhar numa moção destinada a contestar a condenação. Ao programa ‘Portugal Criminal’, da SIC, o advogado afirmou que “a história completa ainda não foi escrita” e revelou que pretende apresentar novas provas e testemunhos. Tulman considera ainda que o anterior advogado, David Touger, não terá defendido Renato Seabra da melhor forma ao apostar numa estratégia baseada na alegada insanidade do ex-modelo.
A preparação do novo pedido tem sido demorada, sobretudo porque Renato Seabra deverá ter um papel direto no processo. Em declarações ao ‘Observador’, Scott B. Tulman explicou que a comunicação com alguém detido numa prisão de segurança máxima é difícil, mas necessária para reunir todos os elementos. Caso o tribunal aceite a moção, Renato Seabra estará preparado para prestar declarações em tribunal e ser sujeito a contra-interrogatório, numa mudança significativa face ao silêncio que manteve durante parte do processo.
Renato Seabra cumpre atualmente a pena na Attica Correctional Facility, para onde foi transferido em 2024, depois de ter passado vários anos na Clinton Correctional Facility. A mudança de prisão chegou a surpreender a própria família, que só descobriu a transferência quando a mãe do ex-modelo se deslocou à antiga cadeia para o visitar. Para já, não existe qualquer decisão sobre a nova moção, mas, se for aceite, o processo poderá ganhar um novo rumo e colocar em causa o calendário atualmente previsto para uma eventual liberdade condicional.






