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Última hora: Chocante – Catarina Furtado dá voz à indignação e deixa aviso sobre a democracia

Catarina Furtado partilhou uma reflexão sobre a atualidade nacional, numa mensagem que não passou despercebida
As manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto motivaram uma reflexão de Catarina Furtado nas redes sociais este domingo, 25 de outubro. A apresentadora abordou as dificuldades no acesso à habitação e manifestou preocupação com a atuação policial e o futuro da democracia em Portugal.

Catarina Furtado reconhece os privilégios da sua realidade familiar
Ao abordar o direito à habitação, Catarina Furtado reconheceu que a sua situação é diferente da de muitas famílias. A apresentadora atribuiu o seu privilégio a uma vida de trabalho num meio em que os rendimentos são superiores à média, mas esclareceu que não herdou património.

«A luta pelo direito à habitação não me convoca diretamente. Sou uma privilegiada, resultado de uma vida de trabalho num meio onde se ganha muito acima da média. Mas não herdei nada», escreveu.

A apresentadora reconheceu também a posição favorável dos filhos: «Os meus filhos, já partem de uma casa da partida muito favorável.»

Na mesma publicação, Catarina Furtado sublinhou a importância que atribui à defesa dos direitos humanos, sobretudo no que diz respeito às raparigas e às mulheres, que considera serem «diariamente assaltadas de muitas e diferentes formas».

A reflexão começou com um alerta: «Está por um fio. E é esse fio que nós não podemos deixar romper!» Catarina Furtado desenvolveu depois as suas preocupações em torno dos direitos humanos, da liberdade e da democracia.

Apresentadora recorda o 25 de Abril e critica a atuação policial
Na publicação, Catarina Furtado evocou os pais — o pai jornalista e a mãe professora do ensino especial — e recordou que a liberdade e a democracia tinham um lugar central na vida familiar. Disse sentir-se duplamente privilegiada por ter nascido depois do 25 de Abril.

Apesar de se definir como otimista e informada, afirmou nunca ter imaginado que o país chegasse à situação que descreveu relativamente aos acontecimentos daquela madrugada.

Catarina Furtado considerou que as manifestações eram pacíficas, embora reconhecesse a presença de pessoas que se aproveitam destas situações. Criticou também o que descreveu como uma ordem do Governo para «bater, magoar, prender (pessoas de todas as idades)».

A apresentadora explicou ainda que procura manter uma postura sensata, mesmo quando esta é interpretada como politicamente correta. Sobre a estratégia que escolheu ao longo dos anos, escreveu que procurou «unir, criar pontes, promover paz».

Catarina Furtado apelou também a que os participantes nas manifestações conheçam os limites legais dos protestos, para evitar que eventuais infrações sejam usadas como justificação para a atuação das autoridades. Na mesma passagem, criticou a falta de humanismo que atribui a quem governa.

Catarina Furtado apela à união em defesa da democracia
Na parte final da publicação, a apresentadora voltou a manifestar tristeza perante a situação nacional. Referiu os preços das casas e das rendas, que considera terem registado aumentos particularmente acentuados, e defendeu o caráter pacífico das manifestações.

«Estou triste pelo meu país (onde os preços das casas e as rendas mais aumentaram e onde as manifestações têm sido pacíficas!)», escreveu.

A apresentadora dirigiu igualmente uma reflexão às forças de segurança. Reconheceu que os agentes cumprem ordens no exercício das suas funções, mas admitiu que alguns poderão partilhar as preocupações dos manifestantes e desejar estar do outro lado do cordão humano.

Catarina Furtado recorreu à imagem desse cordão e de um fio que, na sua reflexão, separa a democracia de uma ditadura, antes de dirigir um apelo ao Presidente: «Sr Presidente! Precisamos de uma Democracia segura.»

A apresentadora esclareceu que a sua mensagem não se limita às diferenças entre esquerda e direita, defendendo um movimento coletivo: «Não estou a falar de Esquerda nem de Direita, precisamos de um movimento coordenado de ‘uma pessoa por todas e todas por uma’!

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