Chocante – Filipa Torrinha lança pergunta incómoda sobre Seinfeld e mete TVI ao barulho

Filipa Torrinha questionou os aplausos ao boicote de vários humoristas e recorreu a outro caso para explicar a sua posição
A presença de Jerry Seinfeld como cabeça de cartaz de um festival de comédia em Portugal levou vários humoristas a recusarem atuar no evento, numa posição relacionada com o apoio do norte-americano a Israel.
A decisão foi elogiada publicamente, mas Filipa Torrinha questionou se a participação no evento implica necessariamente concordar com as posições de Seinfeld.
A questão sobre o boicote
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Numa reflexão partilhada nas redes sociais, Filipa Torrinha questionou se participar num festival que tem Jerry Seinfeld como cabeça de cartaz significa automaticamente concordar com os ideais e valores do humorista.
“Se um artista participar num festival de comédia que tem como cabeça de cartaz Seinfeld significa automaticamente subscrever os seus ideais e valores”, questionou.
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Na mesma reflexão, a psicóloga apresentou depois um exemplo relacionado com a TVI e Cristina Ferreira.
A comparação com a TVI e Cristina Ferreira
Filipa Torrinha recordou a polémica que envolveu a Entidade Reguladora para a Comunicação Social e Cristina Ferreira, na sequência de declarações da apresentadora sobre um caso de violação.
A psicóloga referiu também a posição assumida pela redação da TVI após a intervenção da ERC e questionou se trabalhar na estação significa automaticamente concordar com o posicionamento do canal.
“Trabalhar na TVI depois da redação ter emitido um comunicado deplorável […] significa automaticamente subscrever o posicionamento do canal?”, perguntou.
A reflexão de Filipa Torrinha
A partir deste exemplo, Filipa Torrinha colocou a questão de como seria aplicar o mesmo método noutras situações.
“É assim que as coisas funcionam?”, perguntou, antes de refletir sobre os aplausos dirigidos aos artistas que decidiram não participar no espetáculo.
A psicóloga fez questão de ressalvar que respeita quem optou por não atuar e que também defende os direitos humanos.
Ainda assim, considerou que a reação em torno dos boicotes acaba por estar associada a “um certo folclore ideológico”, que, na sua opinião, pode ser mais ruidoso do que eficaz.







